Assertiva – Clínica de Psicologia e Psiquiatria em Salvador

Depressão: Causas, Sintomas e Tratamento

 

O que é depressão?

Muitos de nós podemos vivenciar momentos de tristeza, angústia, mau humor e cansaço de vez em quando. Porém, algumas pessoas podem experimentar estes sentimentos e sensações de uma forma mais intensa, por períodos prolongados de tempo (semanas, meses ou mesmo anos) e, por muitas vezes, sem qualquer motivo aparente. A depressão é mais do que um momento “baixo-astral”, ela é uma doença que pode causar um grande impacto na saúde física e mental do indivíduo.

Quais são as possíveis causas da depressão? 

Um conjunto de fatores parecem contribuir para que uma pessoa desenvolva depressão:

  • Eventos ao longo vida – Indivíduos submetidos à situação de estresse prolongado (desemprego por um grande período de tempo, relacionamentos abusivos, isolamento social de longo prazo, estresse no trabalho) parecem ser mais propensos a desenvolver depressão. No entanto, os acontecimentos recentes (perda de um ente querido, demissão do emprego, final de um relacionamento) ou a combinação de alguns eventos também podem servir como “gatilho” para aparecimento dos sintomas em pessoas que já possuem uma predisposição.
  • Predisposição genética.
  • Alterações bioquímicas do cérebro.
  • Personalidade – Algumas pessoas parecem ser mais vulneráveis do que outras devido às características de sua personalidade. Aqueles que se preocuparem muito, possuem baixa autoestima, alto grau de perfeccionismo, sensibilidade à crítica ou autocrítica elevada estão mais propensos.
  • Drogas e álcool – O uso de álcool e drogas também pode desencadear os sintomas. Porém, algumas vezes, o uso/abuso dessas substâncias já é uma consequência da depressão. 

Quais são os sintomas de depressão?

Para que uma pessoa seja diagnosticada com depressão é necessário que ela apresente 03 (três) ou mais dos sintomas listados abaixo por um período superior a 02 (duas) semanas durante a maior parte do tempo.

  • Humor triste/depressivo, irritabilidade, ansiedade e/ou angústia.
  • Desânimo, cansaço fácil, necessidade de fazer maior esforço do que o habitual para realizar as tarefas do dia-a-dia.
  • Diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer em atividades anteriormente consideradas agradáveis.
  • Desinteresse, falta de motivação e apatia.
  • Sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero, desamparo e vazio.
  • Pessimismo, sentimento frequente de culpa, baixa autoestima, sensação de falta de sentido na vida, inutilidade, ruína e/ou fracasso.
  • Pensamentos de morte recorrente ou ideação suicida.
  • Dificuldade de concentração, raciocínio lento e esquecimento.
  • Diminuição do desempenho e prazer sexual.
  • Perda não intencional ou aumento do apetite e do peso.
  • Insônia (dificuldade de conciliar o sono, múltiplos despertares durante a noite ou sensação de sono muito superficial), despertar matinal precoce (geralmente duas horas antes do horário habitual) ou aumento da necessidade de sono (dorme mais horas do que o habitual e mesmo assim o sono não é considerado reparador).
  • Dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos, como dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça ou no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, etc..

É importante notar que todos nós podemos experimentar alguns destes sintomas ao longo da vida e isso não significar necessariamente que estejamos deprimidos.  Da mesma forma, nem todas as pessoas que sofrem de depressão apresentam todos esses sintomas.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico é clínico e tem como referência a história de vida do paciente e seus sintomas. Como a depressão pode ser uma condição secundária a outra doença, é importante que o diagnóstico diferencial seja estabelecido. (Ex.: Um paciente que sofre de Transtorno de Ansiedade Social pode desenvolver depressão após ter abandonar a faculdade devido a sua dificuldade para apresentar os trabalhos de classe na frente dos colegas. A  depressão também pode ser uma das fases do Transtorno Afetivo Bipolar).

Como é o tratamento? 

Em quadros leves de depressão, a psicoterapia é um recurso que proporciona ao paciente excelentes resultados. Porém, nos casos de depressão moderada/grave é importante que a psicoterapia seja aliada ao tratamento medicamentoso (anti-depressivos, ansiolíticos e/ou anti-psicóticos – dependendo da necessidade e da gravidade de cada caso).

Atenção!!!

* A depressão é uma doença como outra qualquer, ou seja: PRECISA SER TRATADA! Não é sinal de falta de carácter, irresponsabilidade, loucura nem preguiça. Se você acha que pode estar deprimido ou conhece alguém que apresenta os sintomas anteriormente mencionados, procure ajuda profissional. O diagnóstico e tratamento precoce amenizam o sofrimento e as consequências desta doença na vida do indivíduo.

* É importante lembrar que a depressão pode ocorrer em qualquer fase da vida: infância, adolescência, fase adulta e na terceira idade. Porém, em cada fase, apresenta características diferentes. Na infâncias, os sintomas de depressão podem ser interpretadas simplesmente como “características da criança” e, na terceira idade, como apenas sinais do “desgaste da idade”.

* A família da pessoa acometida pela depressão também precisa manter-se informada sobre a doença, suas características, sintomas e ricos. É importante que ela também participe do tratamento (oferecendo apoio, compreensão e incentivo).


Assertiva

(71) 3042-4444

Clínica Assertiva
Av. Tancredo Neves, 620, Mundo Plaza, Sala 1418, Caminho das Árvores, Salvador – BA, 41820-020
© 2019 - Todos os Direitos Reservados
ZWA
Assertiva