Assertiva – Clínica de Psicologia e Psiquiatria em Salvador

Distorções Cognitivas

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As distorções cognitivas são formas equivocadas de interpretar as coisas que acontecem ao nosso redor no dia a dia. Eventualmente, em menor ou maior grau, todos nós apresentamos algum tipo de distorção cognitiva. Quando os nossos pensamentos se tornam frequentemente distorcidos é sinal de que algo precisa ser revisto e mudado. Saber identificar as distorções cognitivas, aprender a questionar os nossos pensamentos negativos e desenvolver uma resposta alternativa mais realista (e positiva) pode nos ajudar a enxergar a vida de forma mais clara.

Exemplos das principais distorções cognitivas:

Pensamentos do tipo “E se…”

Quando pensamos mais em com deveríamos ter sido/feito ao invés de pensarmos como podemos ser/fazer daqui para frente. Exemplo: “E se eu tivesse me dedicado mais, Carol ainda estaria comigo”, “E se eu tivesse estudado mais, eu não seria um fracasso”.

Personalização

A pessoa sente-se 100% responsável por algo não ter dado certo, sem levar em consideração a responsabilidade do outro ou a inexistência de culpados. Por exemplo: “Eu sou a única responsável pelo fracasso do nosso relacionamento”, “Meu filho adoeceu, a culpa é toda minha”.

Filtro negativo

Acabamos valorizando mais o aspecto negativo de uma determinada situação e ignoramos os aspectos positivos. Exemplo: Paulo fez um churrasco e convidou 10 amigos. Quase todos ficaram muito satisfeitos, com exceção de Maria, que achou que a carne tinha passado do ponto. Paulo fica triste por isso e acha que ele não é capaz de fazer um churrasco direito. Paulo ignorou os elogios de 9 amigos e supervalorizou o comentário negativo de Maria.

Generalização

É quando acreditamos que o que aconteceu de negativo uma vez, acontecerá sempre. Exemplo: Amanda terminou o namoro com Thiago. Thiago pensa: “Eu nunca mais vou encontrar alguém que goste de mim”. Será?!

Maximização e minimização

Quando maximizamos os próprios erros e os acertos dos demais e, minimizamos os próprios acertos e os erros dos outros. “Não importa mais quantos acertos tive no passado, eles já não têm importância. O que importa agora é que cometi um erro gravíssimo.”

Pensamento dicotômico

É quando enxergamos a situação em extremos e não levamos em conta outras possibilidades (meio termo). Pensamento do tipo “8 ou 80”, “tudo ou nada”, “verdadeiro ou falso”, “preto ou branco”. Por exemplo: “Se eu não fizer um trabalho perfeito, sou um fracasso total”.

Raciocínio emocional

Quando supomos que as nossas emoções refletem as coisas exatamente como elas são. Exemplo: “Eu sinto que ninguém gosta de mim”, “Eu sinto que ela está chateada comigo”.

Rotulação

Quando simplesmente rotulamos negativamente alguém ou a nós mesmos, ao invés de descrevermos objetivamente o que há de positivo e negativo em cada um. Exemplo: “Sou burra”, “Ele não faz nada certo” ao invés de “Não sou boa em matemática, mas posso melhorar”, “Ele às vezes é desorganizado, mas geralmente é muito prestativo e atencioso”.

Leitura mental

Quando acreditamos saber o que os outros estão pensando sem que existam evidências para isso. Exemplo: “Ele acha que sou incompetente”, “Ela está me julgando”.

Premunição ou adivinhação de futuro

Acreditamos que nada dará certo e que o que vai acontecer será tão catastrófico que não seremos capazes de suportar. Não levamos em consideração outras possibilidades mais positivas ou razoáveis. Por exemplo: “Certamente não serei aprovada”, “Ele não vai me ouvir”, “Eu não vou consegui passar na entrevista”.

Identificar as distorções cognitivas é o primeiro passo para modificarmos os nossos pensamentos disfuncionais!


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